• Jessica Dourado

Vida profissional: Expectativa x Realidade



Em setembro deste ano completei 25 anos de idade, e parei para refletir em algumas questões, principalmente sobre vida profissional.


Quando criança, eu pensava que aos 25 já teria algumas coisas resolvidas e estabilizadas, como emprego, casa, marido, filhos. Mas como podem imaginar, ledo engano. Conforme a gente vai crescendo, percebemos que a vida não é bem assim.


Somado ao próprio fato de crescer e lidar com a dinâmica da vida, é preciso analisar também o choque geracional e todas as mudanças que essa colisão causou. Mudanças que refletem diretamente na vida pessoal e profissional.


Expectativa


Por mais que eu tivesse a expectativa do casamento, eu também sempre tive em mente que teria um emprego, trabalhar nunca esteve fora de cogitação. Isso porque eu já cresci em um mundo onde mulheres integram e complementam a renda familiar.


Há também o fato de que o trabalho na minha família tem muito valor. Trabalhar e/ou estudar por aqui é sinônimo de caráter, prosperidade, no geral, de estar no caminho certo. Então, estudar para depois trabalhar sempre foi a meta.


No entanto, a imagem de emprego que eu tinha em mente era aquela de escritório, das 08h às 18h, de segunda à sexta. Ainda sonhava com a famosa CLT (mesmo que não soubesse bem o que significava) e até com as roupas sociais eu me imaginava.


Dependendo da profissão que eu escolhesse, a imagem que eu tinha para o meu futuro profissional era essa.


Realidade


Graças às cotas e a todo esforço da minha família, eu consegui me formar em jornalismo em uma universidade pública. E assim que me formei já consegui um trabalho na área da comunicação.


Tudo indo conforme o planejado, certo? Mais ou menos.


Quando me formei, aos 21 anos, já sabia que casar e ter filhos aos 25 seria um tanto quanto cedo. Claro que se viesse um filho eu teria com a maior alegria, e se o amor me inundasse, eu casaria. Mas definitivamente, não era mais minha prioridade para quando chegasse nos 25.


Quanto ao mercado de trabalho, foi um mar de aprendizado e perrengues. Logo que entrei no mundo das agências de publicidade já deu para sentir o drama. Passei dois anos no primeiro emprego, morando em outra cidade.


2020 veio a pandemia e minha volta para a casa dos meus pais. E somado a tudo isso, meu segundo emprego em agência.


Vale destacar que nesse meio tempo eu já havia embarcado na vida de freelancer e começava a pegar trabalhos por fora, para complementar a renda.


Quebras de expectativa


Atualmente, em 2021, com 25 anos, me encontro desempregada. Mas não sem trabalho.


Após uma demissão um tanto quanto polêmica, embarquei de cabeça na vida de redatora freelancer. E acreditem, o desespero não me assola. A CLT não é mais aquele porto seguro que costumava ser, e a realidade do MEI não se mostra uma situação assustadora.


Para alguns parentes e conhecidos, a falta de um horário fixo, de um chefe e daquele salário garantido todo mês pode parecer uma questão que causa estranheza. Dá a impressão que estou mergulhando no incerto. Mas se a gente parar para pensar: o que realmente é certo nessa vida?


No choque geracional que eu “peguei”, o formato de trabalho “seguro” que as gerações antes da minha conheceram, está caindo por terra. Agora estamos na era da prestação de serviço, trabalho remoto e pouco vínculo empregatício.


Posso dizer que é o ideal? Que prefiro assim? Não posso afirmar nada. Afinal, estou apenas me adequando ao momento e buscando minhas oportunidades de acordo com a minha formação e minhas habilidades.


Lições


Se tem uma coisa que aprendi e estou aprendendo constantemente é que (como já citei em um texto aqui no blog) para ficar para trás, basta ficar parada. E isso eu posso afirmar que não estou.


Pode-se dizer que muitas vezes eu patino, fico meio perdida, mas nunca parada! Por isso, seguem alguns conselhos de alguém que ainda está se encontrando nessa realidade de mercado que não para de mudar:


  • Esteja sempre aprimorando suas habilidades;

  • Aprenda com quem está fazendo o que você pretende fazer no futuro (no meu caso acompanho muitas redatoras que vivem de freelancer);

  • Tenha em mente que nada é garantido e para sempre (seja o emprego CLT ou o cliente do freelancer);

  • Procure sempre fazer uma reserva de dinheiro, pois a época de vacas magras sempre chega;

  • Faça parceiras! Conte com pessoas, amplie seus contatos;

  • Peça ajuda quando precisa, aceite ajuda quando oferecerem e ofereça ajuda se puder;

  • Saiba o valor do seu trabalho e faça com que os outros saibam também.

E, claro, com 25 anos é evidente que ainda tenho muito o que conquistar, desbravar e APRENDER. Por isso, se tiver mais algum conselho, pode acrescentar na minha lista.


13 visualizações1 comentário

Posts recentes

Ver tudo