• Jessica Dourado

Tirei férias e nenhum CNPJ morreu

Após um começo de 2021 conturbado, com a minha mãe com sequelas gravíssimas do covid e acamada, tirei um mês de férias do meu emprego CLT. O tempo foi totalmente dedicado a ficar com a minha mãe e auxiliá-la em tudo que ela precisasse. Portanto, até dos meus freelas eu dei um tempo.


Claro que antes de ingressar nas merecidas férias eu adiantei o que podia dos freelas, e no meu emprego deixei tudo prontinho para que eu pudesse me ausentar sem preocupações.


O planejamento e a organização foram um sucesso. A pessoa que me cobriu no emprego mandou muito bem, e meus freelas foram concluídos antes do tempo com sucesso. Consegui passar esse mês todinho com a minha mãe, totalmente dedicada a sua recuperação.


Mas o que eu quis dizer com o título “tirei férias e nenhum CNPJ morreu”?


Minha mãe costuma dizer que a gente se dá crédito demais, tanto para coisas boas como para coisas ruins. Como assim?


Ou a gente se acha a última bolacha do pacote, ou a pior pessoa do universo. E não é bem assim! Vamos colocar essa expressão no cenário corporativo, nós como colaboradores de uma empresa.


Você não é responsável por 100% do sucesso da firma, da mesma forma que você não é responsável por 100% do seu fracasso. Claro, salvo em casos extremos, que são exceções.


O que eu quero dizer é que tudo bem tirar férias! Descansar um pouco, ou no meu caso, se retirar para focar em outra questão que merece sua atenção e foco neste momento.


Desde que suas tarefas estejam em dia e tudo seja combinado com seus empregadores e clientes, tudo certo. Não tem nada de errado. Não é ruim. Você não está perdendo tempo. É, inclusive, necessário!


Essa reflexão é importante


Achei de extrema relevância trazer essa reflexão, porque durante muito tempo eu me sentia o esteio de algumas empresas. Como se meus momentos de pouca produtividade fossem responsáveis por uma possível falência da firma. E demorou para sacar que não é tudo isso.


Óbvio que o meu bom desempenho impacta positivamente nos meus trabalhos, e que o ruim também impacta negativamente. Mas eu não sou tudo isso, como diria minha mãe.


Ao longo da minha (ainda curta) trajetória profissional, constatei que muitos colegas e pessoas próximas carregavam o mesmo sentimento. É preciso ter consciência da nossa importância nas instituições (tanto para o lado bom quanto para o lado ruim).


Período de férias e a conta bancária


Muita gente deve estar lendo e pensando “muito bonito o discurso, pena que não tenho condições de tirar férias agora, preciso do dinheiro”. E eu reconheço que tirar férias agora é uma conquista para poucos.


Como eu disse anteriormente, eu tirei férias do meu emprego CLT e me planejei para dar uma pausa nos freelas. Durante esse mês minha conta ficou apertada e perdi algumas oportunidades de prospectar bons clientes. Mas foi uma coisa que, no momento, eu consegui abrir mão.


Agora é correr atrás do prejuízo.

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