• Jessica Dourado

Desafios de liderança: como fazer uma equipe se engajar?



Aviso: esse texto é um case que aconteceu comigo recentemente


Liderar não é uma tarefa nada fácil, ainda mais em tempos de home office, onde a gente tem um contato mais limitado com as pessoas. Limitado por conta de proximidade mesmo. As tecnologias nos permitem falar com muitas pessoas a qualquer hora do dia, mas é bem diferente do olho no olho.


Por isso, um líder precisa se desdobrar ainda mais para manter sua equipe motivada, produtiva e engajada. E essa responsabilidade ainda fica um pouco mais complexa quando você trabalha com uma motivação que não é um salário, ou seja, aquela necessidade básica.


E esse desafio, de buscar formas de manter uma equipe engajada, foi o que enfrentei nesses últimos tempos.


Qual era o problema?


Sou coordenadora do núcleo de jornalismo da PASCOM (Pastoral da Comunicação) da Paróquia Espírito Santo. Um trabalho 100% voluntário e que faço com muito amor.


A PASCOM em si conta com uma série de outros núcleos (mídias, rádio, web, fotografia etc). E a maioria desses núcleos são compostos por profissionais bastante motivados e que se propõe a servir, vestem mesmo a camisa e são animados com a tarefa que aparecer.


No entanto, o núcleo pelo qual sou responsável se mostrava como o menos engajado. Mesmo com espaço para produção, ideias e incentivo, apenas alguns voluntários estavam dando prosseguimento a alguns projetos.


Vale destacar aqui que assim como muitas pessoas, os voluntários também tiveram suas rotinas “reviradas” por conta da pandemia e do cenário brasileiro. Muitos acabaram sem muito tempo para dedicar às atividades do voluntariado, ou possuem um tempo bastante limitado para isso.


Como começar a mudança?


Nas reuniões de coordenação da PASCOM notei a problemática do pouco engajamento do meu núcleo e tentei observar o que estava funcionando nos outros núcleos, o que mantinha os voluntários engajados e com vontade de servir.


Além disso, recorri à coordenação geral pedindo ajuda, ideias e até mesmo oração (afinal, esse é um trabalho para a igreja, se rezar não é uma das coisas que guia a gente no processo, algo está errado).


Então, com apoio da coordenação, coloquei em prática algumas pequenas ações, como por exemplo:


1 - Pedir orientação


Quando percebi que eu não tinha mais recursos e ideias, recorri à coordenação (que sempre está disposta a ajudar). A coordenadora e a vice me ajudaram com algumas ideias, ouviram as minhas e deram sua opinião.


2 - Oferecer possibilidades


É difícil você querer que uma equipe se engaje apenas com o discurso “vamos fazer acontecer”, é preciso que a equipe veja projetos que se encaixem com os seus interesses, tenham um guia.


E foi isso que fiz, com a orientação que peguei anteriormente somado às ideias vindas de diversos núcleos nas reuniões de coordenação, fiz uma lista de projetos a serem desenvolvidos pelo núcleo. Projetos esses que vão desde jornalismo digital até programa na webrádio.


3 - Falar pelo meio correto


Um dos grandes desapontamentos era o fato que eu passava vários recados no grupo do whatsapp, falava falava falava e havia pouca resposta. Eu, como jornalista assim como os voluntários, parei e pensei “por onde eu responderia melhor?”. E a resposta foi: pelo e-mail.


Então peguei a lista de projetos que citei no tópico anterior e escrevi um e-mail para cada voluntário, falando sobre as dificuldades, o quanto nosso núcleo é importante e, por fim, apesentando os projetos para que eles pudessem escolher.


Resultados


As coisas começaram a caminhar! Só isso já me deixou muito feliz e esperançosa para continuar o trabalho. Mas, claro, os frutos vamos colhendo pouco a pouco, afinal, um bom trabalho é sempre feito em processos.


Logo após que enviei os e-mails, ninguém me respondeu por lá, mas tive bastante resposta em conversas privadas do whatsapp! Alguns perguntando sobre os projetos, outros justificando porque estavam tão ausentes e assim por diante. Respostas! Algo que eu não estava nem conseguindo no grupo do whats.


Em seguida, novos voluntários entraram no núcleo de jornalismo. E com aquela lista prévia de projetos em mãos eu já consegui recebê-los de uma forma mais completa! Já entraram se engajando em projetos.


Depois disso, foi um efeito dominó. Com novos voluntários com vontade de fazer coisas novas, uma lista de projetos e apoio da coordenação geral, o número de voluntários se engajando está voltando a crescer.


Como eu disse, pouco a pouco, um processo, algo que preciso cultivar todos os dias! Liderar é uma tarefa árdua, principalmente quando a gente trabalha com outras motivações que não são a remuneração.


Sigo aprendendo a cada dia, então se tem alguma dica para me ajudar, quero muito escutar.


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