• Jessica Dourado

Crenças e superstições relacionadas ao trabalho



Você é dessas pessoas supersticiosas? Ou dessas que é religiosa, acredita em Deus e/ou uma força superior? E você acredita que essas coisas influenciam nos seus estudos, projetos e no seu trabalho? Eu sim.


Vou explicar melhor, depois você me conta se acontece algo, pelo menos, parecido com você.


Eu e Deus


Sou católica e desde sempre minha família me levou para a igreja e criou em mim essa vivência religiosa.


Já citei em outros textos aqui do blog que ainda faço trabalho voluntário para o núcleo de jornalismo da paróquia. Além disso, passei muitos anos fazendo teatro e atuando ativamente nas atividades religiosas.


Diferenças de opinião e controvérsias à parte, muito do que tive de oportunidade para desenvolver minha leitura, minha profissão e minhas habilidades sociais no geral, foram por meio da igreja.


Minha mãe sempre me ensinou que dízimo não se resume apenas aqueles 10% de dinheiro, mas que a gente também pode doar nosso tempo para fazer caridade. O que, analisando hoje, sai bem mais caro, uma vez que nosso tempo é um dos nossos bens mais preciosos.


Somado a isso, ela também sempre me ensinou que quando a gente faz nossa parte, Deus (aquele que nós acreditamos) faz a dele. E não posso falar por outras pessoas, mas comigo, é exatamente assim que acontece. Fico desacreditada.


Minha experiência


Desde a época da faculdade eu reparava que acontecia, mas agora é com frequência, principalmente após minha demissão.


Como já citei, trabalho no núcleo de jornalismo voluntário, mas vira e mexe, alguém precisa de ajuda em outro núcleo ou alguma demanda gigantesca aparece para ser entregue ontem.


Nesses momentos, quando entram em contato comigo, eu reclamo, xingo, resmungo, mas acabo fazendo. Dentro de poucos dias, aparece algum freela, oportunidade de negócio ou job pontual. É impressionante.


Acontece também de alguma oportunidade profissional dar certo e logo em seguida precisarem da minha ajuda em alguma coisa da igreja. Prontamente eu aceito, pois é minha forma de agradecer por tudo estar caminhando bem profissionalmente.


Nada vem sem esforço


“Ah Jéssica, mas então é só isso? É só fazer coisas da igreja que o emprego vem?”


Claro que não! Pelo menos, não para mim.


Com o passar dos anos, antes mesmo de pensar em faculdade, formação profissional, que eu queria cursar jornalismo, antes de tudo isso eu fui fazendo tudo que podia. Leitura, teatro, toda atividade que a igreja oferecia eu fazia.


Quando entrei nos anos de graduação, fui apenas afunilando e focando nas atividades que tinham mais a ver com a minha profissão. E nunca deixei de trabalhar e nem de ter fé.


A última frase pareceu muito da meritocrática (deus me dibre), mas não significa que foi (e é) simples assim. Sinto que fui construindo essa relação com Deus que faz sentido PARA MIM e para minha fé.


Então não. Não é só escrever uma matéria para a paróquia que um cliente ótimo cai no meu colo. Ao longo dos anos sinto que firmei um acordo com Ele quando se trata de vida profissional, se eu me comprometo com trabalhos da igreja (que fazem sentido para mim e que verdadeiramente vai servir a comunidade) Ele não me desampara.


Olhando para outras realidades


Eu sempre fiquei quieta sobre essa minha relação com Deus, por medo de parecer sem noção aos olhos de terceiros. Mas ao conversar com amigos que não são religiosos, percebi histórias parecidas.


Histórias que não envolvem o Deus que acredito, mas muitas vezes uma superstição, a força do universo e tudo que as pessoas acreditam.


Cheguei a conclusão que independente da crença, muitos de nós contamos com aquela forcinha que vai além das indicações do mercado de trabalho.


Acredite, mas não deixe de fazer sua parte


No meu caso, nesse acordo que tenho com Ele, nada acontece se eu não me comprometo, não trabalho, não faço minha parte. Acredito que de forma geral, a vida é assim.


Mais do que acreditar, ter fé, emanar energia positiva e fazer suas preces, é preciso semear e cultivar seu jardim. Seu jardim de trabalho, boas ações, bons hábitos, bons relacionamentos.


Por isso, mesmo quando não me sinto muito disposta, quando não tenho tanto tempo e nem vontade, eu continuo me dedicando a atividades da igreja que tenham uma utilidade para a comunidade. Além de agregar no conhecimento, também agrega no caráter.


E você? Tem alguma relação de crença ou superstição que dá aquela forcinha na sua vida profissional?


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