• Jessica Dourado

Como lidar com projetos não realizados


Toda segunda-feira minha agenda se enche de tarefas, sonhos e planos. É o dia que mais me inspiro para começar algo novo e tocar algum projeto que estou há tempos com vontade de fazer.


É sempre a mesma coisa. Segunda me encho de inspiração, faço listas, cronogramas, chego até entrar em contato com pessoas que estão envolvidas e/ou podem ter interesse em se envolver nos projetos.


Mas como a vida adulta é uma sucessão de imprevistos, são poucos os projetos que consigo tirar do papel.


Nem tudo é culpa sua


Eu quase intitulei o texto “como lidar com fracassos”, mas parei para me repreender. Não é porque um projeto não foi para frente que eu necessariamente fracassei. É importante ter isso em mente.


Nem tudo que não dá certo foi culpa nossa, há muitos fatores que podem influenciar. Da mesma forma o contrário. Nem tudo que dá certo é necessariamente mérito APENAS seu. As variáveis são muitas quando se trata de vida.


Quando falo de projetos, me refiro aos planos que temos para nosso futuro em curto, médio e longo prazo. Pode ser tanto realizações e conquistas no campo pessoal quanto profissional.


Não desista do próximo projeto


Há alguns meses decidi que iria retomar o radiojornal da paróquia, iria apresentar todas as manhãs. Reuni outros interessados, participei de formações para aprender a usar os equipamentos da rádio, fiz roteiro, determinei os dias que cada jornalista iria apresentar.


Apresentei no primeiro dia, fiz post no linkedin, estava feliz da vida de ter tirado o projeto do papel.


Nos dias seguintes os horários não batiam, eu precisava dar conta de alguns compromissos familiares e até hoje estou lutando pra conseguir uma forma de voltar para a rádio. O sentimento de fracasso, frustração e incompetência tomaram conta. Fora a vergonha de ter mobilizado pessoas para nada.


Por um tempinho minhas segundas ficaram paradas. Já não tinha vontade de tocar em nenhum projeto novo, não queria me envolver em nada e nem me animar com novos planos.


Isso não me levou a nada, e com o tempo percebi que estava ficando apática, estava perdendo o propósito. Afinal, para quê se animar se eu não tinha nada para fazer além de trabalhar, estudar e cumprir minhas obrigações familiares?


Percebi que isso não estava me fazendo bem, e aos poucos fui tentando retomar minhas listas de segunda-feira. Percebi que era importante não desistir de outros projetos.


Aquela velha história de aprender e evoluir


Nunca fui grande fã de frases como “não deu certo, pelo menos aprendi”. Não queremos apenas aprendizado, queremos conquistas, sucesso, o sentimento de realização. Comigo não é diferente.


Mas vi que o aprendizado é importante, e nós realmente podemos tirar conclusões e análises do que acontece conosco. Tanto do que acontece de bom quanto o que acontece (do que consideramos) de ruim.


Por isso, ao retomar aos poucos meu ânimo para novos planos, comecei a adotar uma postura mais cautelosa. Digo comecei pois é um processo, e quem me conhece sabe que ser afobada pode ser um dos meus defeitos.


Então, deixo aqui meu reforço a essas frases que tanto desgosto. Aprenda com o que deu errado. Uma análise consciente dos fatores que levaram a não realização podem iluminar seu pensamento quanto aos seus próximos planos.


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