• Jessica Dourado

9 curiosidades sobre trabalhar comigo


Gravações do informativo semanal da paróquia (2017)

Desde que embarquei de vez na vida de freelancer, tenho trabalhado mais sozinha. Por mais que eu precise fazer contato com clientes, com designer, alguns parceiros, agora sou eu e eu na organização, na frente do computador, na hora de reunir ideias.


Dessa forma, parei para me observar como colega de trabalho. E acabei notando algumas coisas, tanto de características que tenho agora como freelancer, como aquelas que eu tenho quando trabalho em alguma empresa.


Por isso, decidi listar algumas delas. Se você trabalha e/ou trabalhou comigo, pode comentar reforçando alguma curiosidade, adicionando ou até mesmo me desmentindo (se for o caso).


1 - Sou pontual


Essa é uma característica que não se restringe ao âmbito profissional, na vida como um todo eu sou pontual. Se marquei às 9h eu chego às 9h, e se imagino que vou chegar às 9h05 eu aviso antes.


Para mim o tempo das pessoas é muito valioso (assim como o meu). Por isso, prezo DEMAIS por estar sempre no horário e não atrasar ninguém.


Quando o assunto é trabalho, minha pontualidade se mostra das seguintes formas:

  • Entrego tudo no prazo combinado;

  • Quando eu trabalhava presencialmente sempre chegava no horário (muitas vezes antes);

  • Procuro encerrar meu expediente no horário (entre 17h e 18h);

  • Evito mandar mensagens sobre trabalho depois do expediente.

2 - Pergunto tudo que não sei (sério mesmo)


No início de qualquer parceria profissional (seja emprego, freela, um job pontual) eu sou a avalanche de perguntas. Tudo que posso me munir de informações antes de começar eu o faço.


Aprendi a ser assim no meu primeiro emprego. Ficar tentando adivinhar, ter vergonha (ou medo) de perguntar ou não querer parecer incompetente não ajuda ninguém, nem você e nem o contratante.


No entanto, eu tento perguntar tudo que preciso de primeira, para não ficar toda hora chamando o cliente ao longo do projeto.


Eu e minha gerente de projetos no meu primeiro emprego. Além de gerente, a Carol é super minha amiga e me ensinou muuuuita coisa sobre como me portar no mercado de trabalho (2018)


3 - Sou organizada


Já essa característica eu acho que se aplica majoritariamente ao trabalho. Nos outros âmbitos da vida não consigo colocar tanta ordem que nem eu faço com meus jobs.


Aprendi a ser mais organizada quando comecei a fazer atendimento. Fazer listas, deixar um briefing mais detalhado, determinar etapas da realização do projeto, tudo isso eu tento deixar o mais esquematizado possível para mim, para o cliente e para os meus colegas (quando é o caso).


Mas vale destacar aqui que não caio na paranoia de achar que só meu jeito de organização serve. Sempre que trabalho com outras pessoas e elas possuem seu jeito de se organizar, tento aprender e me adaptar se for o melhor para a equipe.


Já sofri muito em empregos onde a organização não era a prioridade da liderança, mas aprendi com o tempo que fazer minha parte já desafogava meu lado (e me ajudava a não pirar).


Hoje em dia, ser organizada é uma das características que meus clientes mais elogiam em relação a forma como eu trabalho.


Feedback de cliente após a finalização do projeto (2021)


4 - Não sou perfeccionista


Na faculdade, meu orientador do TCC uma vez disse “não se apegue ao seu texto, no mercado de trabalho você vai ter que escrever muitos por semana ou por dia. Seu texto não é seu filho”.


Desde então, eu pratico o desapego com as coisas que eu produzo. Confesso que demorei um pouco, só quando comecei a trabalhar mesmo que entendi o que ele quis dizer, e fez total sentido.


Obviamente que eu pesquiso, escrevo e reviso com todo meu profissionalismo e dedicação. Mas não passo dias e nem perco noites de sono pensando em como melhorar o texto. Uma vez entregue não sofro mais. Espero os apontamentos, faço as correções necessárias e bola pra frente!


5 - Não sei a hora certa de me calar


Essa é uma característica que mais considero um defeito. Falar muito, ser inconveniente e invasiva é uma coisa que estou trabalhando em mim há anos. Tem épocas que estou mais empenhada que outras, confesso.


Em um dos meus empregos eu acabei perdendo a mão quando o assunto era dar feedback para minha liderança. Por mais que me abrissem o espaço para falar, eu acredito que não soube dosar no quanto falei e do jeito que fui falando.


Tive muitas oportunidades de me calar no auge da aflição e deixar para falar em um momento mais oportuno. Acabei desperdiçando essas chances. Sinto que paguei um preço muito alto pela minha língua.


Por isso, hoje em dia procuro refletir um pouco mais antes de falar o que vem na cabeça.


(No vídeo sou eu falando, falando, falando na gravação de um vídeo institucional para uma das agências que trabalhei em 2020)


6 - Odeio reuniões


Aposto que 99,99% dos trabalhadores odeiam isso também, então não tenho muito o que me explicar. Deixo aqui apenas algumas dicas que aprendi na minha pós-graduação, com colegas de trabalho e por experiência própria:


  • Determinem horário de início e término da reunião;

  • Evitem ficar colocando assuntos pessoais e que nada tem a ver com o encontro;

  • Elejam uma pessoa para guiar a reunião, ela fica responsável por controlar o tempo de fala dos participantes e da reunião como um todo.

7 - Reclamo muito (mas faço)


Se tem uma parte EXTREMAMENTE CHATA de trabalhar comigo (principalmente no presencial) é me ouvir reclamando. Eu reclamo demais e de muitas coisas.


No entanto, eu sou a famosa “reclama, mas faz”. Eu faço reclamando, chorando, xingando, mas faço.


Aqui vale um adendo que aprendi, também no meu primeiro emprego. Que é a questão de reclamar para quem tem que reclamar. Acho que já até falei sobre isso em algum outro texto aqui do blog. Mas é simples, se você está com problemas com alguém do trabalho, vale uma conversa. Mas não esqueça:

  • Chame para conversar no particular;

  • Fale de maneira gentil e educada;

  • Esteja preparado para um resposta que talvez não te agrade;

  • Esteja aberto a ouvir caso você seja o motivo da chateação.


Aqui vale uma foto com a Fernanda, jornalista com quem eu trabalho desde 2016 no jornalismo voluntário da paróquia. Ela é a quem mais aguenta minhas reclamações. Uma santa!

8 - Sou engajada o quanto acho que devo


Essa é uma característica que adquiri após trabalhar em duas agências. Muitos encaram como prejudicial para o mercado de trabalho, mas muitos me entendem e fazem o mesmo.


É muito comum nas empresas o papo de “somos uma família”, “é preciso vestir a camisa”, “sonha esse sonho comigo”. E com o tempo eu fui desencanando um pouco de tudo isso.


Como eu já citei anteriormente, vou sempre fazer meu trabalho com toda dedicação e profissionalismo no meu horário de expediente. Mas quando o assunto é levar a empresa pra casa (e pro coração) eu já fico um pouco receosa.


Sempre fiz muita amizade com meus colegas de trabalho, a maioria são pessoas que levo para a vida! No entanto, quando o assunto é chefia e a empresa, eu tento me impor alguns limites.


Hoje em dia tenho mais o pensamento de que chefe é seu chefe, não seu amigo. E seu trabalho é seu trabalho, e você pode perder a qualquer momento.


9 - Tenho ranço de áudio do WhatsApp


Acho que de extrema crueldade quando me brifam e/ou me passam uma revisão inteira por áudio. Prefiro que me envie por e-mail, por mensagens escritas, se for o caso até uma ligação ou chamada de vídeo.


Com áudio a pessoa que precisa escutar perde muito tempo decupando o que foi dito. Além disso, não tem como localizar o áudio através da busca de palavras-chave no WhatsApp, isso faz com que muita informação importante se perca.


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