• Jessica Dourado

2022 e as metas que eu não estabeleci


Mais um ano começa e para quem vive de planner, calendários, cronogramas e listas, uma seleção de metas era mais do que esperado. E, de fato, minha intenção nesse começo de janeiro era fazer justamente isso.


No entanto, ao recapitular tudo que (não) realizei em 2020 e 2021 (sim, eu considero esses dois últimos anos uma farofa só), percebi que preciso sentar e resolver algumas pendências antes de me colocar metas novas.


Onde as coisas se perdem?


A primeira reação ao ver o quanto que não realizei foi de frustração. Tirar minha habilitação, retomar o rádio jornal na paróquia, dar um gás na minha pós-graduação, entre tantas coisas, foram projetos que simplesmente não andaram nos dois últimos anos.


Começar e terminar tarefas sempre foi uma coisa muito natural para mim. E mesmo com a chegada da vida adulta, dar conta da lista de afazeres nunca foi um grande problema. Mas a dificuldade chega para todos, não é mesmo?


Com a minha mãe internada com Covid (começo de 2021), home office, cuidar integralmente da casa e administrar uma família, eu comecei a pedir arrego. Foi o momento de estabelecer prioridades e aprender que tem coisas que podem, sim, esperar.


No entanto, que dor é chegar nesse momento póstumo e tentar retomar as coisas de onde parei.


Nessa hora bate a incerteza, o cansaço, o desânimo e a gente começa a se perguntar a razão de estar fazendo tudo o que está se propondo a fazer. E no meu caso a resposta é bem simples: preciso ganhar dinheiro para me sustentar.


A maioria dos projetos que fui deixando para depois envolvem a melhora de habilidades e/ou do meu currículo, com o intuito de me aprimorar mais e, claro, ganhar mais dinheiro na minha profissão com isso.


É sempre hora de retomar


Por ter deixado tantas coisas (importantes) para depois, sempre chega o momento de efetivamente dar um rumo para as coisas. Seja uma continuidade ou até mesmo um final.


Entre o final de 2021 e agora o início de 2022 retomei algumas coisas e optei por simplesmente não dar continuidade em outras. As coisas que retomei fico orgulhosa, apesar de sempre ficar “meu Deus isso me toma tanto tempo”.


Já as coisas que decidi abandonar ainda me causam incertezas. Na maioria do tempo penso que fiz o certo, não tinha motivo para me dar dor de cabeça com coisas que não vou mesmo me dedicar. Em outros momentos fico “será que eu não deveria continuar mesmo?”.


Por isso, decidi focar nas coisas que já me comprometi a realizar e quando essa lista acabar venho com outra, seja em 2022, 2023, daqui um mês ou duas semanas. Pautar a vida por anos não é a única forma de focar nas nossas metas.


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